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Jornada do visitante: como estar na rota dos participantes de eventos corporativos

Quem participa de eventos corporativos, com destaque para as feiras, tem um propósito dentro dessas exposições: fazer negócios, conhecer as novidades do setor, conhecer novos produtos ou realizar networking. Seja o que for, o objetivo principal é traçado antes mesmo da visita.

A jornada do visitante é basicamente a rota que ele planeja, estandes que pretende conferir e informações que deseja absorver. Cabe, então, à empresa entender o que esse potencial cliente ou parceiro quer e conseguir oferecer esse serviço ou produto.

Por isso, é fundamental ter um espaço dentro dos eventos corporativos adequado e planejado de acordo com seu público. A estrutura é importantíssima nesse esforço de atrair a atenção. É preciso analisar se vale ter salas de reuniões, por exemplo, ou se é mais interessante promover a exposição do produto com ações de ativação ou até mesmo algum tipo de interação. A expertise e a inteligência de quem planeja essas feiras são extremamente relevantes para alcançar o resultado esperado. Os investimentos na compra da área, construção do estande, operação, deslocamento de equipes geralmente é grande e por isto devem ser muito bem planejados para se obter o máximo retorno possível.

É um grande desafio garantir que o visitante passe pelo seu estande. A produção do seu espaço na feira deve ser atraente e oferecer algum diferencial, especialmente em eventos corporativos muito grandes, onde transitam milhares de pessoas por dia.

A localização estratégica é uma das soluções para ganhar visibilidade durante a jornada do visitante. Mapas com a posição do estande e referências dentro do evento são essenciais. Além disso, existem outras ferramentas disponíveis no mercado que já estão sendo utilizadas há alguns anos: os aplicativos. Eles podem indicar a posição de onde sua marca está localizada e também ajudam no fornecimento de informações para atrair a atenção dos participantes, que, por sua vez, se sentem provocados a conhecer o que está sendo oferecido.

Outro recurso utilizado em feiras é o matchmaking, ferramenta que conecta os visitantes aos expositores. Com ele, é possível agendar reuniões e conversas de modo a otimizar o tempo de ambos, criando um roteiro de horários sem desencontros. Muitos negócios são iniciados dessa forma, gerando importantes resultados às empresas. Cada vez mais, pessoas com poder de decisão vão às feiras exclusivamente para fazer negócios, com uma genda pré-definida e não admitem atrasos e despreparo por parte das empresas. Por isto é muito importante que os expositores estejam preparados para receber visitantes com este propósito.

Para quem planeja os eventos corporativos, também é necessário levar em conta a busca por conhecimento. Os visitantes querem descobrir novas ferramentas, fazer novas conexões e se atualizar. Por isso, os eventos devem oferecer painéis temáticos com palestras, debates e seminários. Convidados gabaritados, com relevância no mercado, atraem o público. Fazer uma criteriosa seleção de palestrantes e uma curadoria aprofundada de conteúdo já é meio caminho andado.

Ao fazer uma analogia com as feiras de rua, nós podemos dizer que esses eventos corporativos são exposições competitivas nas quais todo mundo quer vender seu peixe. Mas nesse caso, vence quem grita mais alto ou quem oferece o melhor produto, mais atrativo e diferenciado? A busca pela inovação e as estratégias de venda vão contar muitos pontos para conquistar novos visitantes e potenciais clientes para a sua marca.

Fabrícia Botelho é Sócia e VP de Operações da Promovisão

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